Vejam o que a Revista Nova Escola (setembro de 2008) elaborou sobre o que dá certo e o que não dá com a utilização do computador pelo professor para trabalhar com seus alunos.
O que dá certo O que não dá
Escolher conteúdos . Dar aula só de informática.
Selecionar programas. Não ter planejamento.
Fazer o roteiro da aula. Achar que a turma sabe tudo.
Incentivar a interação. Usar a sala para distração.
Usar jogos educativos. Liberar o entretenimento.
Explorar o audiovisual. Deixar os aluno sozinhos.
Permitir que o aluno crie . Censurar demais.
Evitar a desatenção. Ter poucas máquinas.
Criar espaço lúdico. Ver o micro como rival.
Preparar-se bastante. Usar equipamento ruim.
Antonia Oliveira
Aqui você encontra um mundo educativo e com uma tecnologia incrivel. Venha conferi.
domingo, 26 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Como a mídia e cultura se relacionam em uma sociedade como a nossa?
Eis um questionamento que muito gera contradição e opiniões paradoxais, principalmente, partindo do pressuposto que a mídia tem se tornado mais acessíveis para um maior quantitativo de pessoas nos últimos anos.
Primeiro sob um olhar acerca do aspecto cultural podemos supor que a mídia é um veiculo “semeador de cultura”. Entretanto, como há um interesse social e de mercado, o que é exposto e “espalhado” pela mídia para a grande massa da população, muitas vezes não é considerado pelos educadores como dotado de cultura, alguns intitulam até de “desaculturamento”. A hipótese consiste então, na certeza de que a mídia pode, caso bem utilizado, ser vetor de cultura, levando para as classes menos abastadas (Principalmente, através da televisão-meio de comunicação relativamente barato) acesso a cultura e entretenimento.
Analisando a utilização da mídia como parceiro da educação, sob o ponto de vista cultural, há também uma dicotomia presente. A mídia pode ser promotora de educação, visto que pode ser usada para apresentação de jogos, para pesquisas escolares, etc. Entretanto, supomos que as mídias não têm cumprido sua função educacional-cultural em sua totalidade, muito do que é ensinado serve de estímulo para o consumo e não para a promoção da cidadania, reflexão e desenvolvimento daqueles que a ela tem acesso.
Portanto, as implicações geradas através da reflexão entre a relação da mídia e da sociedade contemporânea são complexas e, para serem bem compreendidas, precisam de discussões amplas e constantes, necessitam de observação e estudos científicos. Porém, a priori, acreditamos ser preciso um direcionamento para que as mídias sejam usadas cumprindo propósitos de lazer, cultura, e, sobretudo de educação. Como também, trabalhar com o objetivo de tornar o acesso às mídias o mais vasto possível.
Antonia Oliveira
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
PLANEJAR
PLANEJAR
O caminho para a boa aula
Os dez madamentos
Siga estes princípios e acerte
1- Esqueça a burocracia
Acabou; idéia de que planejar é ir a reuniões chatasem que o professor se sente como um carimbador de papéis. “antes, o plano vinha pronto, em pacotes”, comenta Regina Scarpo, formadora de professores há dez anos. ‘ hoje, quem leciona tem espaços para criar’.
2- Conheça bem de perto o seu aluno
Para planejar, é preciso conhecer as condições e os interesses dos estudantes.”pergunte-se sempre: “ O que meu aluno deve aprender”, indica marcos Lorieri, professor da PUC de São Paulo
3- Faça tudo outra vez e mais outra
O plano de ensino é um documento pronto, que serve de base para o planejamento. Já o planejamento é um processo. Ele deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.
4- Estude muito para ensinar bem
“Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe”, setencia Marcos Lorieri. Por isso, veja se você conhece bem os assuntos de que trata. Claro que também é preciso saber como ensinar.
5- Coloque-se no lugar de estudante
Quando pensar numa aula, tente se colocar no lugar do estudante. Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.
6- Defina o que é mais importante
“ Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos com toda a turma” afirma Loriene. Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser fundamentados nas necessidades e nas dificuldades dos alunos.
7- Pesquise em várias fontes
Toda aula requer material de apoio. Reserve tempo para pesquisar. Busque informações em livros, jornais, revistas, discos, na internet ou em qualquer fonte ligada a seu plano de trabalho, sem preconceitos.
8- Use diferentes métodos de trabalho
O professor deve aplicar diferentes métodos, como aulas expositivas, atividades em grupos e pesquisas de campo. “ Combinar várias formas de trabalho é a essência da arte de ensinar”, define marcos Lorieri .
9- Converse e peça ajuda
Seu coordenador precisa ajudar você a planejar. Ele deve contribuir para que seu trabalho seja coerente com o projeto pedagógico da escola. Conversar com os colegas também é útil. Aproveite as reuniões.
10- Escreva, escreva, escreva
Uma boa idéia para analisar o que está ou não está dando certo em seu trabalho é comprar um caderno e anotar, no fim do dia, tudo o que você fez em classe, suas dúvidas e seus planos. Esse é um modo prático de atualizar o planejamento.
Fonte revista nova escola- dezembro /2000
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Gilberto Teixeira (Prof.Doutor FEA/USP )
I - INTRODUÇÃO
Neste texto iremos analisar as diferenças básicas entre o que seja Planejamento Educacional e Planejamento do Ensino.
· coordenação dos serviços da educação, e destes com os demais serviços do Estado, em todos os níveis da administração pública;
· avaliação periódica dos planos e adaptação constante destes mesmos às novas necessidades e circunstâncias;
· flexibilidade que permita a adaptação do plano a situações imprevistas ou imprevisíveis;
· trabalho de equipe que garanta uma soma de esforços eficazes e coordenados;
· formulação e apresentação do plano como iniciativa e esforço nacionais, e não como esforço de determinadas pessoas, grupos e setores”.[3]
O planejamento educacional tem como pressupostos básicos:
· o delineamento da filosofia da Educação do País, evidenciando o valor da pessoa e da escola na sociedade;
· a aplicação da análise - sistemática e racional - ao processo de desenvolvimento da educação, buscando torná-lo mais eficiente e passível de responder com maior precisão às necessidades e objetivos da sociedade.
Podemos, portanto, considerar que o planejamento educacional constitui a abordagem racional e científica dos problemas da educação, envolvendo o aprimoramento gradual de conceitos e meios de análise, visando estudar a eficiência e a produtividade do sistema educacional, em seus múltiplos aspectos.
III - O PLANEJAMENTO CURRICULAR
Para posicionar-se ante o sistema educacional e a nova dinâmica de ensino, o educador é chamado a refletir, num primeiro momento, em torno de certos elementos que recebem hoje um novo enfoque decorrente do progresso científico e tecnológico.
Atualmente a escola é vista como o centro da educação sistemática, integrada na comunidade da qual faz parte. Cabe-lhe oferecer aos alunos situações que lhes permitam desenvolver suas potencialidades de acordo com a fase evolutiva em que se situam e com os interesses que os impelem à ação.
A escola atual visa ao preparo de pessoas de mentalidade flexível e adaptável para enfrentar as rápidas transformações do mundo. Pessoas que aprendem a aprender e, consequentemente, estejam aptas a continuar aprendendo sempre.
Portanto, o currículo de hoje deve ser funcional. Deve promover não só a aprendizagem de conteúdo e habilidades específicas, mas também fornecer condições favoráveis à aplicação e integração desses conhecimentos. Isto é viável através da proposição de situações que favoreçam o desenvolvimento das capacidades do aluno para solucionar problemas, muitos dos quais comuns no seu dia-a-dia.
A previsão global e sistemática de toda ação a ser desencadeada pela escola, em consonância com os objetivos educacionais, tendo por foco o aluno, constitui o planejamento curricular. Portanto este nível de planejamento é relativo à escola. Através dele são estabelecidas as linhas-mestras que norteiam todo o trabalho. Expressa, por meio dos objetivos gerais a linha filosófica do estabelecimento.
Planejamento curricular é:
· “uma tarefa multidisciplinar que tem por objeto organização de um sistema de relações lógicas e psicológicas dentro de um ou vários campos do conhecimento, de tal modo que se favoreça ao máximo o processo ensino-aprendizagem”.[4]
· a previsão de todas as atividades que o educando realiza sob a orientação da escola para atingir os fins da educação.
III.1 - Objetivos do Planejamento Curricular
São objetivos do planejamento curricular:
· ajudar aos membros da comunidade escolar a definir seus objetivos;
· obter maior efetividade no ensino;
· coordenar esforços para aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem;
· propiciar o estabelecimento de um clima estimulante para o desenvolvimento das tarefas educativas.
III.2. - Requisitos
O planejamento curricular deve refletir os melhores meios de cultivar o desenvolvimento da ação escolar, envolvendo, sempre, todos os elementos participantes do processo .
Seus elaboradores devem estar alertas paras novas descobertas e para os novos meios postos ao alcance das escolas. Estes devem ser minuciosamente analisados para verificar sua real validade naquele âmbito escolar. Posto isso, fica evidente a necessidade dos organizadores explorarem, aceitarem, adaptarem, enriquecerem ou mesmo rejeitarem tais inovações. O planejamento curricular é de complexa elaboração. Requer um contínuo estudo e uma constante investigação da realidade imediata e dos avanços técnicos, principalmente na área educacional. Constitui, por suas características, base vital do trabalho. A dinamização e integração da escola como uma célula viva da sociedade, que palmilha determinados caminhos conforme a linha filosófica adotada, é o pressuposto inerente a sua estruturação.
O planejamento curricular constitui, portanto, uma tarefa continua a nível de escola, em função das crescentes exigências de nosso tempo e dos processos que tentam acelerar a aprendizagem. Será sempre um desafio a todos aqueles envolvidos no processo educacional, para busca dos meios mais adequados à obtenção de maiores resultados.
IV - O PLANEJAMENTO DE ENSINO
Alicerçado nas linhas-mestras de ação da escola, isto é, no planejamento curricular, surge, em nível mais específico, o planejamento de ensino. Este é a tradução, em termos mais próximos e concretos, da ação que ficou configurada a nível de escola. Indica a atividade direcional, metódica e sistematizada que será empreendida pelo professor junto a seus alunos, em busca de propósitos definidos.
O professor que deseja realizar uma boa atuação docente sabe que deve participar, elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade para atender, em classe, seus alunos. Pelo envolvimento no processo ensino-aprendizagem, ele deve estimular a participação do aluno, a fim de que este possa, realmente, efetuar uma aprendizagem tão significativa quanto o permitam suas possibilidades e necessidades.
O planejamento, neste, caso, envolve a previsão de resultados desejáveis, assim como também os meios necessários para alcançá-los.
A responsabilidade do mestre é imensa. Grande parte da eficácia de seu ensino depende da organicidade, coerência e flexibilidade de seu planejamento.
Às vezes, o plano é elaborado somente por um professor; outras vezes, no entanto, vários professores compartilham a responsabilidade de sua elaboração. Neste último caso temos o planejamento de ensino cooperativo. Este, por sua natureza, resulta de uma atividade de grupo, isto é, os professores (às vezes, auxiliados por especialistas) congregam esforços para juntos estabelecerem linhas comuns de ação, com vistas a resultados semelhantes e bastante válidos para a clientela atendida.
Planejando, executando e avaliando juntos, esses professores desenvolvem habilidades necessárias à vida em comum com os colegas. Isso proporciona, entre outros aspectos, crescimento profissional, ajustamento às mudanças, exercício da autodisciplina, responsabilidade e união a nível de decisões conjuntas.
Inúmeras são as conceituações sobre planejamento de ensino encontradas nos diferentes autores consultados. No entanto, consideramos as seguintes:
Planejamento de ensino é:
· “previsão inteligente e bem calculada de todas as etapas do trabalho escolar que envolvem as atividades docentes e discentes, de modo a tornar o ensino seguro, econômico e eficiente”.[5]
· “previsão das situação específicas do professor com a classe”.[6]
· processo de tomada de decisões bem informadas que visam à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação ensino-aprendizagem, possibilitando melhores resultados e , em conseqüência, maior produtividade.
IV.1. - Objetivos do Planejamento de Ensino
São objetivos do planejamento de ensino:
· racionalizar as atividades educativas;
· assegurar um ensino efetivo e econômico;
· conduzir os alunos ao alcance dos objetivos;
· verificar a marcha do processo educativo.
IV.2. Requisitos do Planejamento do Ensino
Por maior complexidade que envolva a organização da escola, é indispensável ter sempre bem presente que a interação professor-aluno é o suporte estrutural, cuja dinâmica concretiza ao fenômeno educativo. Portanto, o planejamento de ensino deve ser alicerçado neste pressuposto básico.
O professor, ao planejar o trabalho, deve estar familiarizado com o que pode pôr em prática, de maneira que possa selecionar o que é melhor, adaptando tudo isso às necessidades e interesses de seus alunos. Na maioria das situações, o professor dependerá de seus próprios recursos para elaborar seus planos de trabalho. Por isso, deverá estar bem informado dos requisitos técnicos para que possa planejar, independentemente, sem dificuldades.
Ainda temos a considerar que as condições de trabalho diferem de escola para escola, tendo sempre que adaptar seus projetos às circunstâncias e exigências do meio.
Considerando que o ensino é o guia das situações de aprendizagem e que ajuda os estudantes a alcançarem os resultados desejados, a ação de planejá-lo é predominantemente importante para incrementar a eficiência da ação a ser desencadeada no âmbito escolar.
O professor, durante o período (ano ou semestre) letivo, pode organizar três tipos de planos de ensino. Por ordem de abrangência, vai:
· delinear, globalmente, toda a ação a ser empreendida (Plano de Curso);
· disciplinar partes da ação pretendida no plano global (Plano de Unidade);
· especificar as realizações diárias para a concretização dos planos anteriores (Plano de Aula).
Pelo significativo apoio que o planejamento empresta à atividade do professor e alunos, é considerado etapa obrigatória de todo o trabalho docente.
O planejamento tende a prevenir as vacilações do professor, oferecendo maior segurança na consecução dos objetivos previstos, bem como na verificação da qualidade do ensino que está sendo orientado pelo mestre e pela escola.
V - HIERARQUIA E RELACIONAMENTO DOS PLANEJAMENTOS
Na esfera educacional o processo de planejamento ocorre em diversos níveis, segundo a magnitude da ação que se tem em vista realizar.
O planejamento educacional é o mais amplo, geral e abrangente. Prevê a estruturação e o funcionamento da totalidade dos sistema educacional. Determina as diretrizes da política nacional de educação.
A seguir, temos o planejamento curricular, que está intimamente relacionado às prioridades assentadas no planejamento educacional. sua função é traduzir, em termos mais próximos e concretos, as linhas-mestras de ação delineadas no planejamento imediatamente superior, através de seus objetivos e metas. Constitui o esquema normativo que serve de base para definir e particularizar a linha de ação proposta pela escola. Permite a interrelação entre a escola e a comunidade.
Logo após, temos o planejamento de ensino, que parte sempre de pontos referenciais estabelecidos no planejamento curricular. Temos, em essência, neste tipo de planejamento, dimensões:
· filosófica, que explicita os objetivos da escola;
· psicológica, que indica a fase de desenvolvimento do aluno, suas possibilidades e interesses;
· social, que expressa as características do contexto sócio-econômico-cultural do aluno e suas exigências.
Este detalhamento é feito tendo em vista o processo ensino-aprendizagem.
Assim, chegamos ao nível mais elementar e próximo da ação educativa. É através dele que, em relação ao aluno:
· prevemos mudanças comportamentais e aprendizagem de elementos básicos;
· propomos aprendizagens a partir de experiências anteriores e de suas reais possibilidades;
· estimulamos a integração das diversas áreas de estudo.
Como vemos, o planejamento tem níveis distintos de abrangência; no entanto, cada nível tem bem definido e delimitado o seu universo. Sabemos que um nível particulariza - um ou vários - aspectos delineados no nível antecedente, especificando com maior precisão as decisões tomadas em relação a determinados eventos da ação educativa.
A linha de relacionamento se evidencia, então, através de escalões de complexidade decrescente, exigindo sempre um alto grau de coerência e subordinação na determinação dos objetivos almejados.
[1]COARACY, Joanna. O planejamento como processo. Revista Educação, Ano I, no. 4, Brasília, 1972. p.79.
[2]COARACY, J. op.cit. p. 78-9.
[3]UNESCO, Seminário Interamericano sobre planejamento integral na educação. Washington. 1958.
[4]SARUBBI, Maria Irma. Curriculum. Buenos Aires. Stella, 1971. p.34.
[5]MATTOS, L.A.de. Sumário de Didática Geral. Rio de Janeiro. Aurora. 1968. p. 140.
[6]CAPPELLETTI, Isabel Franchi. Planejamento de Ensino. Revista Escola n.5. Abril, São Paulo, 1972. p.10.
Assinar:
Postagens (Atom)
