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domingo, 26 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Final do Curso

Chegamos a reta final do curso de especialização em: Tecnologias em Educação, amanhã estaremos fazendo a defesa no nosso trabalho de conclusão, esperamos que tudo esteja de acordo com as normas da PUC- Rio. Neste momento estou disponibilizando o resumo do meu TCC.
Resumo

A propagação das Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC tem gerado impactos no âmbito educacional. Sendo assim, é urgente a compreensão acerca de como se dá a utilização dessas tecnologias nas escolas. Nessa perspectiva, a formação de professores, se constitui em ferramenta primordial na inclusão das inovações tecnológicas com uma perspectiva educativa. Têm como objetivo subsidiar os discentes na formação de professores para o uso das mídias e favorecer a troca de conhecimentos. Este estudo consiste em um relato de experiência de uma formadora dos cursos de Educação Digital (2008) e Ensinando e Aprendendo com as TIC (2009), no município de Campina Grande. Nesta experiência, deparou-se com: carência de recursos estruturais, falta de suporte técnico, limitação quanto à disponibilidade de tempo, professores com pouco ou nenhum conhecimento prévio no manuseio desses instrumentos e o não envolvimento e apoio de alguns gestores nesse processo de formação. Algumas sugestões significativas também foram apontadas, como: continuidade dos cursos, suporte estrutural para realização dessas capacitações, interação com os gestores, promoção de projetos que visem à interdisciplinaridade, integração de currículos, tecnologias e criação de políticas de incentivo aos professores que buscarem essas formações. Este relato de experiência mostrou que a realização do trabalho direcionado às Tecnologias de Informação e Comunicação requer vontade, uso da criatividade e dinamismo. Espera-se que a experiência aqui relatada auxilie aos professores no incentivo das modificações estruturais e gerenciais necessárias a melhoria dessas Formações.

Palavras chaves: Educação; formação; tecnologia

Antônia Oliveira

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Prefeitura Municipal de Campina Grande
SEDUC
Escola Municipal Maria Anunciada Bezerra
Professora: Antonia Maria de Oliviera

PROJETO: As figuras geométricas X MídiasX Tecnologias


Componente Curricular: Matemática
Turma: 5° ANo

Justificativa:
Sabemos que nossos alunos terminam em sua maioria, as séries iniciais do Ensino Básico sem dominar os conteúdos necessários para a continuação do estudo de Geometria, muitas vezes porque estes conteúdos vem no final de alguns livros e os professoresos seguindo os mesmos, deixam de dar por falta de tempo os conteúdos de geometria que é tão importante para a compreensão, por parte do aluno do mundo em que vivemos, principalmente das construções e formas nele existente.
Nesse sentido, queremos mostrar como é interessante e importante o trabalho com as figuras geométricas, utilizando o Tux paint.

Objetivos Específicos: - Construir figuras geométricas utilizando o programa tux paint.
-Identificar as figuras geométricas a partir de várias figuras apresentadas.
- Diferenciar figuras planas de figuras não planas
-
Conteúdo: Figuras Planas e Figuras não planas.

Tempo: 2 horas / aulas

Série: 5° Ano
Recursos Utilizados:
Computador; cadernos, livros, lápis, pincel para quadro branco, pendriver.

Desenvolvimento:
1ª Etapa: As aulas aconteceram no Laboratório de Informática, visto que o conteúdo já tinha sido trabalhado em sala de aula. Para dar início o nosso trabalho, primeiramente fizemos uma sondagem para identificarmos quem já tinha tido contato com o computador. Dividirmos a turma em dupla, procurando respeitar a zona de desenvolvimento proximal, ou seja, colocando juntos àqueles alunos que tinham um desenvolvimento aproximado, com o objetivo de ambos se esforçarem e houvessem uma troca de experiência e dessa forma haver uma aprendizagem colaborativa.
Pedimos que eles ligassem o computador e acessassem o programa Tux Paint. Entrando neste programa pedimos que os alunos procurassem desenhar várias figuras bidimencionais e tridimencionais, quando sentiam dificuldades, pedíamos que eles tentassem usar o lápis e o caderno para tentar traçar ás figuras e que pesquisasem no livro para identificarem as figuras.
2ª Etapa: Após terem construídos as figuras passamos a fazer intervenções para que os mesmos soubessem diferenciar as figuras planas das figuras não planas, eles idetificavam rapidamente e diziam que naquela aula estava sendo mais fácil para aprender. Várias figuras foram formadas e no final pedimos que os mesmos produzissem um texto utilizando as figuras geométricas. Vários textos foram produzidos, e eles demonstraram gostar muito das aulas, os quais pediram que houvessem outras aulas como essas.

Avaliação:
A avaliação usada foi a avaliação formativa
Referência Bibliográfica
www.aticaeducacional.com.br/htdocs/Complementos/.../mca.pdf - Similares
[PDF] Matemática 5.° ano.indd

www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25221/000752787

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Democracia de fato: A mulher ocupando seu espaço!

Hoje, nós mulheres brasileiras temos que comemorar a vitória de Dilma Rousseff para presidente da República, pois é a primeira mulher a governar o nosso país.

Esta mulher, nascida e criada em Belo Horizonte, formada em Economia, grande leitora, de descendência búlgara cujo pai migrou para o Brasil após a segunda guerra mundial, tornando-se um grande empresário em Minas Gerais, desde cedo demonstrou ser uma pessoa preocupada com os anseios de sua nação, chegando a ser presa aos 19 anos por participar de militância, contra o processo ditatorial vigente no país. Conforme ela mesma mencionou quando teve que apresentar um dossiê contra o governo de Fernando Henrique, no Senado Federal: “Eu tinha 19 anos, eu fiquei três anos na cadeia e eu fui barbaramente torturada . E qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogadores, compromete a vida dos seus iguais. E entrega pessoas para serem mortas”. Na prisão, ela foi professora dos presidiários.
Exerceu vários cargos públicos, nunca tendo disputado uma eleição. No governo Lula tornou-se a ministra de maior poder junto ao governo
È uma mulher forte, inteligente, de convicções, corajosa e, certamente, com o apoio do atual presidente irá dar continuidade ao governo que mais se preocupou com os pobres e o povo sofrido pelas estiagens do nordeste brasileiro.

Parabéns Lula, parabéns Dilma Rouseff e parabéns principalmente a todas as mulheres brasileiras, isso nos mostra o quanto somos forte e estamos a cada dia ocupando mais cargos importantes, no nosso país e em todo mundo.

Campina Grande-PB, 01 de novembro de 2010

Antônia Oliveira

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Parabéns professores e professoras!

Hoje é o nosso dia, ele é muito especial para nós que aceitamos trilhar pelos rumos do conhecimento, aprendendo e ensinando, contribuindo com o desenvolvimento e o crescimento daqueles que receberam nossas orientações.
Muitos nem lembram de nós, mas nós não esquecemos jamais de: Zezinho, joãozinho, e de muitos Severinos e Severinas da vida e também das Patricinhas e os Mauricinhos que também enveredaram nossos caminhos.

Neste dia, quero enviar esta mensagem a todos e todas companheiras de profissão, ressaltando a todos que não se oprimam diante dos obstáculos porque para chegarmos até aqui isso é a maior prova que somos: inteligente, perseverante,capazes, responsáveis e acima de tudo,temos amor pelo que fazemos


Parabéns a todos educadores e educadoras pelo nosso dia!


Antonia Oliveira

domingo, 26 de setembro de 2010

O melhor do Computador

Vejam o que a Revista Nova Escola  (setembro de 2008) elaborou sobre o que dá certo e o que não dá com a utilização do computador pelo professor para trabalhar com seus alunos.
O que  dá certo                                          O que não dá
Escolher conteúdos .                                 Dar aula só de informática.
Selecionar programas.                               Não ter planejamento.
Fazer o roteiro da aula.                              Achar que a turma sabe tudo.
Incentivar a interação.                                Usar a sala para distração.
Usar jogos educativos.                               Liberar o entretenimento.
Explorar o audiovisual.                               Deixar os aluno sozinhos.
Permitir que o aluno crie .                           Censurar demais.
Evitar a desatenção.                                   Ter poucas máquinas.
Criar espaço lúdico.                                   Ver o micro como rival.
Preparar-se bastante.                                  Usar equipamento ruim.

  Antonia Oliveira

























                        

sábado, 18 de setembro de 2010

Como a mídia e cultura se relacionam em uma sociedade como a nossa?

Eis um questionamento que muito gera contradição e opiniões paradoxais, principalmente, partindo do pressuposto que a mídia tem se tornado mais acessíveis para um maior quantitativo de pessoas nos últimos anos.
 Primeiro sob um olhar acerca do aspecto cultural podemos supor que a mídia é um veiculo “semeador de cultura”. Entretanto, como há um interesse social e de mercado, o que é exposto e “espalhado” pela mídia para a grande massa da população, muitas vezes não é considerado pelos educadores como dotado de cultura, alguns intitulam até de “desaculturamento”. A hipótese consiste então, na certeza de que a mídia pode, caso bem utilizado, ser vetor de cultura, levando para as classes menos abastadas (Principalmente, através da televisão-meio de comunicação relativamente barato) acesso a cultura e entretenimento.
Analisando a utilização da mídia como parceiro da educação, sob o ponto de vista cultural,  há também uma dicotomia presente. A mídia pode ser promotora de educação, visto que pode ser usada para apresentação de jogos, para pesquisas escolares, etc. Entretanto, supomos que as mídias não têm cumprido sua função educacional-cultural em sua totalidade, muito do que é ensinado serve de estímulo para o consumo e não para a promoção da cidadania, reflexão e desenvolvimento daqueles que a ela tem acesso.
Portanto, as implicações geradas através da reflexão entre a relação da mídia e da sociedade contemporânea são complexas e, para serem bem compreendidas, precisam de discussões amplas e constantes, necessitam de observação e estudos científicos. Porém, a priori, acreditamos ser preciso um direcionamento para que as mídias sejam usadas cumprindo propósitos de lazer, cultura, e, sobretudo de educação. Como também, trabalhar com o objetivo de tornar o acesso às mídias o mais vasto possível.
 Antonia Oliveira

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PLANEJAR

PLANEJAR
O caminho para a boa aula
Os dez madamentos

Siga estes princípios e acerte
1- Esqueça a burocracia
Acabou; idéia de que planejar é ir a reuniões chatasem que o professor se sente como um carimbador de papéis. “antes, o plano vinha pronto, em pacotes”, comenta Regina Scarpo, formadora de professores há dez anos. ‘ hoje, quem leciona tem espaços para criar’.

2- Conheça bem de perto o seu aluno
Para planejar, é preciso conhecer as condições e os interesses dos estudantes.”pergunte-se sempre: “ O que meu aluno deve aprender”, indica marcos Lorieri, professor da PUC de São Paulo

3- Faça tudo outra vez e mais outra
O plano de ensino é um documento pronto, que serve de base para o planejamento. Já o planejamento é um processo. Ele deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4- Estude muito para ensinar bem
“Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe”, setencia Marcos Lorieri. Por isso, veja se você conhece bem os assuntos de que trata. Claro que também é preciso saber como ensinar.

5- Coloque-se no lugar de estudante
Quando pensar numa aula, tente se colocar no lugar do estudante. Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6- Defina o que é mais importante
“ Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos com toda a turma” afirma Loriene. Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser fundamentados nas necessidades e nas dificuldades dos alunos.

7- Pesquise em várias fontes
Toda aula requer material de apoio. Reserve tempo para pesquisar. Busque informações em livros, jornais, revistas, discos, na internet ou em qualquer fonte ligada a seu plano de trabalho, sem preconceitos.

8- Use diferentes métodos de trabalho
O professor deve aplicar diferentes métodos, como aulas expositivas, atividades em grupos e pesquisas de campo. “ Combinar várias formas de trabalho é a essência da arte de ensinar”, define marcos Lorieri .

9- Converse e peça ajuda
Seu coordenador precisa ajudar você a planejar. Ele deve contribuir para que seu trabalho seja coerente com o projeto pedagógico da escola. Conversar com os colegas também é útil. Aproveite as reuniões.

10- Escreva, escreva, escreva
Uma boa idéia para analisar o que está ou não está dando certo em seu trabalho é comprar um caderno e anotar, no fim do dia, tudo o que você fez em classe, suas dúvidas e seus planos. Esse é um modo prático de atualizar o planejamento.
       Fonte revista nova escola- dezembro /2000

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Reunião com os Formadores

Reunião com os formaores do curso: Educação Digital 
Gilberto Teixeira (Prof.Doutor FEA/USP )

I - INTRODUÇÃO

Neste texto iremos analisar as diferenças básicas entre o que seja Planejamento Educacional e Planejamento do Ensino.
· coordenação dos serviços da educação, e destes com os demais serviços do Estado, em todos os níveis da administração pública;

· avaliação periódica dos planos e adaptação constante destes mesmos às novas necessidades e circunstâncias;

· flexibilidade que permita a adaptação do plano a situações imprevistas ou imprevisíveis;

· trabalho de equipe que garanta uma soma de esforços eficazes e coordenados;

· formulação e apresentação do plano como iniciativa e esforço nacionais, e não como esforço de determinadas pessoas, grupos e setores”.[3]

O planejamento educacional tem como pressupostos básicos:

· o delineamento da filosofia da Educação do País, evidenciando o valor da pessoa e da escola na sociedade;

· a aplicação da análise - sistemática e racional - ao processo de desenvolvimento da educação, buscando torná-lo mais eficiente e passível de responder com maior precisão às necessidades e objetivos da sociedade.

Podemos, portanto, considerar que o planejamento educacional constitui a abordagem racional e científica dos problemas da educação, envolvendo o aprimoramento gradual de conceitos e meios de análise, visando estudar a eficiência e a produtividade do sistema educacional, em seus múltiplos aspectos.
III - O PLANEJAMENTO CURRICULAR

Para posicionar-se ante o sistema educacional e a nova dinâmica de ensino, o educador é chamado a refletir, num primeiro momento, em torno de certos elementos que recebem hoje um novo enfoque decorrente do progresso científico e tecnológico.

Atualmente a escola é vista como o centro da educação sistemática, integrada na comunidade da qual faz parte. Cabe-lhe oferecer aos alunos situações que lhes permitam desenvolver suas potencialidades de acordo com a fase evolutiva em que se situam e com os interesses que os impelem à ação.

A escola atual visa ao preparo de pessoas de mentalidade flexível e adaptável para enfrentar as rápidas transformações do mundo. Pessoas que aprendem a aprender e, consequentemente, estejam aptas a continuar aprendendo sempre.

Portanto, o currículo de hoje deve ser funcional. Deve promover não só a aprendizagem de conteúdo e habilidades específicas, mas também fornecer condições favoráveis à aplicação e integração desses conhecimentos. Isto é viável através da proposição de situações que favoreçam o desenvolvimento das capacidades do aluno para solucionar problemas, muitos dos quais comuns no seu dia-a-dia.

A previsão global e sistemática de toda ação a ser desencadeada pela escola, em consonância com os objetivos educacionais, tendo por foco o aluno, constitui o planejamento curricular. Portanto este nível de planejamento é relativo à escola. Através dele são estabelecidas as linhas-mestras que norteiam todo o trabalho. Expressa, por meio dos objetivos gerais a linha filosófica do estabelecimento.

Planejamento curricular é:

· “uma tarefa multidisciplinar que tem por objeto organização de um sistema de relações lógicas e psicológicas dentro de um ou vários campos do conhecimento, de tal modo que se favoreça ao máximo o processo ensino-aprendizagem”.[4]

· a previsão de todas as atividades que o educando realiza sob a orientação da escola para atingir os fins da educação.



III.1 - Objetivos do Planejamento Curricular

São objetivos do planejamento curricular:

· ajudar aos membros da comunidade escolar a definir seus objetivos;

· obter maior efetividade no ensino;

· coordenar esforços para aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem;

· propiciar o estabelecimento de um clima estimulante para o desenvolvimento das tarefas educativas.



III.2. - Requisitos

O planejamento curricular deve refletir os melhores meios de cultivar o desenvolvimento da ação escolar, envolvendo, sempre, todos os elementos participantes do processo .

Seus elaboradores devem estar alertas paras novas descobertas e para os novos meios postos ao alcance das escolas. Estes devem ser minuciosamente analisados para verificar sua real validade naquele âmbito escolar. Posto isso, fica evidente a necessidade dos organizadores explorarem, aceitarem, adaptarem, enriquecerem ou mesmo rejeitarem tais inovações. O planejamento curricular é de complexa elaboração. Requer um contínuo estudo e uma constante investigação da realidade imediata e dos avanços técnicos, principalmente na área educacional. Constitui, por suas características, base vital do trabalho. A dinamização e integração da escola como uma célula viva da sociedade, que palmilha determinados caminhos conforme a linha filosófica adotada, é o pressuposto inerente a sua estruturação.

O planejamento curricular constitui, portanto, uma tarefa continua a nível de escola, em função das crescentes exigências de nosso tempo e dos processos que tentam acelerar a aprendizagem. Será sempre um desafio a todos aqueles envolvidos no processo educacional, para busca dos meios mais adequados à obtenção de maiores resultados.

IV - O PLANEJAMENTO DE ENSINO

Alicerçado nas linhas-mestras de ação da escola, isto é, no planejamento curricular, surge, em nível mais específico, o planejamento de ensino. Este é a tradução, em termos mais próximos e concretos, da ação que ficou configurada a nível de escola. Indica a atividade direcional, metódica e sistematizada que será empreendida pelo professor junto a seus alunos, em busca de propósitos definidos.

O professor que deseja realizar uma boa atuação docente sabe que deve participar, elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade para atender, em classe, seus alunos. Pelo envolvimento no processo ensino-aprendizagem, ele deve estimular a participação do aluno, a fim de que este possa, realmente, efetuar uma aprendizagem tão significativa quanto o permitam suas possibilidades e necessidades.

O planejamento, neste, caso, envolve a previsão de resultados desejáveis, assim como também os meios necessários para alcançá-los.

A responsabilidade do mestre é imensa. Grande parte da eficácia de seu ensino depende da organicidade, coerência e flexibilidade de seu planejamento.

Às vezes, o plano é elaborado somente por um professor; outras vezes, no entanto, vários professores compartilham a responsabilidade de sua elaboração. Neste último caso temos o planejamento de ensino cooperativo. Este, por sua natureza, resulta de uma atividade de grupo, isto é, os professores (às vezes, auxiliados por especialistas) congregam esforços para juntos estabelecerem linhas comuns de ação, com vistas a resultados semelhantes e bastante válidos para a clientela atendida.

Planejando, executando e avaliando juntos, esses professores desenvolvem habilidades necessárias à vida em comum com os colegas. Isso proporciona, entre outros aspectos, crescimento profissional, ajustamento às mudanças, exercício da autodisciplina, responsabilidade e união a nível de decisões conjuntas.

Inúmeras são as conceituações sobre planejamento de ensino encontradas nos diferentes autores consultados. No entanto, consideramos as seguintes:

Planejamento de ensino é:

· “previsão inteligente e bem calculada de todas as etapas do trabalho escolar que envolvem as atividades docentes e discentes, de modo a tornar o ensino seguro, econômico e eficiente”.[5]

· “previsão das situação específicas do professor com a classe”.[6]

· processo de tomada de decisões bem informadas que visam à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação ensino-aprendizagem, possibilitando melhores resultados e , em conseqüência, maior produtividade.
IV.1. - Objetivos do Planejamento de Ensino

São objetivos do planejamento de ensino:

· racionalizar as atividades educativas;

· assegurar um ensino efetivo e econômico;

· conduzir os alunos ao alcance dos objetivos;

· verificar a marcha do processo educativo.

 
IV.2. Requisitos do Planejamento do Ensino

Por maior complexidade que envolva a organização da escola, é indispensável ter sempre bem presente que a interação professor-aluno é o suporte estrutural, cuja dinâmica concretiza ao fenômeno educativo. Portanto, o planejamento de ensino deve ser alicerçado neste pressuposto básico.

O professor, ao planejar o trabalho, deve estar familiarizado com o que pode pôr em prática, de maneira que possa selecionar o que é melhor, adaptando tudo isso às necessidades e interesses de seus alunos. Na maioria das situações, o professor dependerá de seus próprios recursos para elaborar seus planos de trabalho. Por isso, deverá estar bem informado dos requisitos técnicos para que possa planejar, independentemente, sem dificuldades.

Ainda temos a considerar que as condições de trabalho diferem de escola para escola, tendo sempre que adaptar seus projetos às circunstâncias e exigências do meio.

Considerando que o ensino é o guia das situações de aprendizagem e que ajuda os estudantes a alcançarem os resultados desejados, a ação de planejá-lo é predominantemente importante para incrementar a eficiência da ação a ser desencadeada no âmbito escolar.

O professor, durante o período (ano ou semestre) letivo, pode organizar três tipos de planos de ensino. Por ordem de abrangência, vai:

· delinear, globalmente, toda a ação a ser empreendida (Plano de Curso);

· disciplinar partes da ação pretendida no plano global (Plano de Unidade);

· especificar as realizações diárias para a concretização dos planos anteriores (Plano de Aula).

Pelo significativo apoio que o planejamento empresta à atividade do professor e alunos, é considerado etapa obrigatória de todo o trabalho docente.

O planejamento tende a prevenir as vacilações do professor, oferecendo maior segurança na consecução dos objetivos previstos, bem como na verificação da qualidade do ensino que está sendo orientado pelo mestre e pela escola.

V - HIERARQUIA E RELACIONAMENTO DOS PLANEJAMENTOS

Na esfera educacional o processo de planejamento ocorre em diversos níveis, segundo a magnitude da ação que se tem em vista realizar.

O planejamento educacional é o mais amplo, geral e abrangente. Prevê a estruturação e o funcionamento da totalidade dos sistema educacional. Determina as diretrizes da política nacional de educação.

A seguir, temos o planejamento curricular, que está intimamente relacionado às prioridades assentadas no planejamento educacional. sua função é traduzir, em termos mais próximos e concretos, as linhas-mestras de ação delineadas no planejamento imediatamente superior, através de seus objetivos e metas. Constitui o esquema normativo que serve de base para definir e particularizar a linha de ação proposta pela escola. Permite a interrelação entre a escola e a comunidade.

Logo após, temos o planejamento de ensino, que parte sempre de pontos referenciais estabelecidos no planejamento curricular. Temos, em essência, neste tipo de planejamento, dimensões:

· filosófica, que explicita os objetivos da escola;

· psicológica, que indica a fase de desenvolvimento do aluno, suas possibilidades e interesses;

· social, que expressa as características do contexto sócio-econômico-cultural do aluno e suas exigências.

Este detalhamento é feito tendo em vista o processo ensino-aprendizagem.

Assim, chegamos ao nível mais elementar e próximo da ação educativa. É através dele que, em relação ao aluno:

· prevemos mudanças comportamentais e aprendizagem de elementos básicos;

· propomos aprendizagens a partir de experiências anteriores e de suas reais possibilidades;

· estimulamos a integração das diversas áreas de estudo.

Como vemos, o planejamento tem níveis distintos de abrangência; no entanto, cada nível tem bem definido e delimitado o seu universo. Sabemos que um nível particulariza - um ou vários - aspectos delineados no nível antecedente, especificando com maior precisão as decisões tomadas em relação a determinados eventos da ação educativa.

A linha de relacionamento se evidencia, então, através de escalões de complexidade decrescente, exigindo sempre um alto grau de coerência e subordinação na determinação dos objetivos almejados.


[1]COARACY, Joanna. O planejamento como processo. Revista Educação, Ano I, no. 4, Brasília, 1972. p.79.

[2]COARACY, J. op.cit. p. 78-9.

[3]UNESCO, Seminário Interamericano sobre planejamento integral na educação. Washington. 1958.

[4]SARUBBI, Maria Irma. Curriculum. Buenos Aires. Stella, 1971. p.34.

[5]MATTOS, L.A.de. Sumário de Didática Geral. Rio de Janeiro. Aurora. 1968. p. 140.

[6]CAPPELLETTI, Isabel Franchi. Planejamento de Ensino. Revista Escola n.5. Abril, São Paulo, 1972. p.10.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Formação de professores e as Mídias

Os professores da atualidade não podem ficar alheios ao crescimento cientifico e tecnológico que vem acontecendo na  contemporaneidade, pois todos os âmbitos da sociedade estão utilizando os meios midiáticos para facilitar o trabalho de seus respectivos setores.

E a escola não pode ficar estática frente a esses avanços tecnológicos, pois sabemos que a nossa clientela vive inserida nesse mundo globalizado, onde as mídias estão presentes por toda parte. Nesse sentido, é preciso que haja formação continuada para os educadores, no tocante a essa área para que os mesmos  não se tornem obsoletos com relação aos alunos e a sociedade. Nessas formações, é importante que os formadores desses educadores proporcionem aos mesmos a vivência com a esfera midiática, procurando acompanhar a atuação deles em sala de aula, observando-os se  estão aplicando o que estão aprendendo em suas atividades como docentes.

Os professores devem estar seguros para trabalharem  com esses recursos, pois, sabendo manuseá-los e utilizá-los de forma correta podem  criar situações juntos aos seus alunos de reflexão coletiva sobre: novas descobertas, o processo em desenvolvimento, as produções realizadas, as dificuldades enfrentadas e as estratégias que permitam ultrapassá-las. Enquanto isso, os formadores desses mestres devem acompanhar periodicamente o trabalho dos mesmos. Essa formação centrada no contexto de atuação do professor e na realidade da escola assemelha-se a uma dança que articula distintos passos (Valente, 2003), mas para que haja essa harmonia, para que exista uma produção compartilhada é preciso que existe simbiose entre os elementos desse aprendizado: ou seja, o formador constrói conhecimento junto aos professores e estes, por sua vez levam essas experiências até os alunos.

Daí, podemos dizer que a formação de professores com relação às mídias é inacabada, já que o mercado sempre está lançando um novo produto na área,  por isso, os professores atuais devem permanecer atentos as modificações para não se tornarem ultrapassados ,como podemos perceber em muitas das nossas vivências diárias, onde  ministra-se aulas totalmente alheias aos anseios dos alunos.
Antonia Oliveira

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Formação inicial: Competências e Metodologias para utilizadação das NTICs no ensino - Eduardo Adolfo Terrazzan2 e Eliane Maria Balcevicz Grotto1

 Estou dando início a uma nova etapa deste curso Tecnologias na Educação, estou procurando material para dar início ao TCC, encontrei este e coloqueie no meu blog.Cujo endereço é www.fw.uri.br/~grotto/Formacaoinicial.pdf   
RESUMO

Pressupondo a necessidade justificada da utilização das novas tecnologias no ensino, de uma forma integrada e pedagogicamente adequada, coloca-se a questão da preparação de professores. A este propósito, reflete-se sobre noções de como se constrói o conhecimento tecnológico e repensa-se a questão da determinação de atitudes e competências dos professores, tendo em conta perspectivas sobre a aprendizagem. Com base em artigos e projetos de trabalhos realizados no âmbito de algumas instituições educativas nacionais e internacionais, são dadas algumas sugestões no sentido de definir competências a desenvolver e de metodologias a implementar na formação de professores, na área das TIC.

ABSTRACT
Presupposing the justified necessity in applying new technologies in teaching, in an integrated and pedagogically adequate form, the teachers’ formal preparation is questioned. To this purpose, notions of how the technological know-how is constructed as well as the question of determination of attitudes and competence of teachers are thought about, taking into account perspectives about apprenticeship. Based on articles and projects accomplished in the ambit of some national and international educational institutions, some suggestions are give in the sense of defining competence to be developed and methodologies to be implemented in the teachers training in the TIC areas.

A INCLUSÃO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO
ENSINO
As transformações sociais, econômicas e tecnológicas impõem novas formas de ensinar e aprender. As tecnologias da informação vêm sendo crescentemente incorporado ao processo
ensino - aprendizagem como recurso de mediação entre o indivíduo e o conhecimento. Enquanto a sociedade como um todo criou novas formas, ou mídias, de armazenar/transmitir as informações, a escola, apesar dessas iniciativas, permanece impassível diante das transformações da realidade que a tecnologia está provocando.
1 Orientada – Mestrado em Educação – UFSM – Professora do curso de Química da URI – F.W.
2 Orientador – Profº. Dr. Do Centro de Educação – PPGE da UFSM - RS

Segundo Ripper(1996), a escola, paralisada desde a revolução industrial, não estimula seus interlocutores a utilizarem de forma dinâmica, crítica e criativa os conhecimentos por ela transmitidos. A formação massificada se adapta bem ao modelo produtivo industrial, que requer um grande número de trabalhadores para tarefas rotineiras a serem executadas sem questionamentos e aos serviços feitos pessoa - a - pessoa. Com a globalização este modelo produção, baseado na linha de montagem, está sendo gradualmente abandonado. Um novo modelo de produção requer trabalhadores mais flexíveis, que assumam responsabilidade não só na qualidade das tarefas que executam como no próprio desenvolvimento e melhoria do processo produtivo. A revolução técnica - científica neste inicio de século desloca o locus do poder do capital financeiro para a informação; esta passa a ser o capital mais importante, conhecer para ter poder. Há um consenso que tecnologia pode ser um fator importante para essa mudança. Para isto é necessário que as pessoas aprendam a usar e a dominar a tecnologia de que dispõem e a controlar a velocidade desse processo. Segundo Rygczinski, para que essa seja dominada torna-se necessário que a escola repense sua filosofia e democratize o acesso às tecnologias de ponta. Para Loing (1998), a introdução das NTICs na educação deve ser acompanhada de uma reflexão sobre a necessidade de uma mudança na concepção de aprendizagem vigente na maioria das escolas atualmente. Tal reflexão deverá levar a uma mudança na própria estrutura do ensino, que estimule a iniciativa e criatividade, preocupando-se menos com o cumprimento do currículo. Para isso, torna-se necessário preparar o professor para assumir uma nova responsabilidade como mediador do processo de aquisição de conhecimento e do desenvolvimento da criatividade de seus alunos. Nessa ótica, a tecnologia pode ser um recurso valioso, facilitando esta intermediação e um atendimento mais individualizado, ajudando o aluno a se apropriar do conhecimento. Os professores assumem uma nova responsabilidade e um papel central como mediadores do processo de apropriação, construção e elaboração de conhecimentos, assim as NTICs, podem se tornar poderosos auxiliares dos professores nesse novo papel.Como viabilizar uma proposta pedagógica que desestruture as práticas hegemônicas dos professores, como criar condições para que um professor acostumado a trabalhar dentro de um modelo que enfatiza a transmissão de conhecimento, passe a trabalhar de forma criativa, criando um ambiente que incentive a criatividade do aluno, rico em aprendizagem, mediado pelas NTICs ?
Para que os professores possam refletir sobre essas questões, apropriar, construir novos conhecimentos, transferir, aplicá-los e redimensionar à sua prática, Duffy e Jonassem (1991), preconizam que é importante que eles aprendam significativamente, que trabalhem comproblemas reais em contextos reais. Assim, qualquer projeto de capacitação de professores no uso das novas tecnologias como recurso pedagógico, que leve em conta as considerações feitas acima, têm que ter como objetivo fundamental a realização da tarefa global em toda complexidade. Para tal realização, o professor, na condição de aprendiz, tem que assumir um papel importante na gerência e controle da sua aprendizagem. Isso pode acontecer se for propiciado ao mesmo usar seus conhecimentos, na resolução de situações-problema, através de atividades cognitivas. Para que o professor possa abandonar sua prática tradicional e dar margens à criatividade em sua prática pedagógica, é necessário que ele possa, nos cursos de capacitação, vivenciá-la, criar sua prática, experimentar e errar. Desta forma é necessária que os cursos de capacitação, sejam verdadeira oficina de aprendizagem, um ambiente rico que incentive a criatividade dos professores/aprendizes e não cursos que oferecem modelos de atuação, verdadeiras receitas de atividades.
Segundo Dewey, ambientes de aprendizagens são sistemas de ensino e aprendizagens integrados e abrangentes capazes de promover o engajamento dos aprendizes.Numa perspectiva construtivista-interacionista, as atividades devem ser centralizadas no aprendiz e os temas interrelacionados e contextualizados em ambientes onde os mesmos possam ser construtores de suas próprias estruturas intelectuais.Para se criar um ambiente construtivista alguns pressupostos básicos da teoria de Piaget devem ser levados em conta; a primeira exigência é que o ambiente permita uma interação muito grande do aluno/aprendiz com o objeto de estudo. Essa interação não significa apenas o apertar de teclas ou o escolher entre opções de navegação. A interação deve passar além integrando o objeto de estudo à realidade do sujeito, dentro de suas condições de forma a estimulá-lo e desafiá-lo, mas ao mesmo tempo permitindo que as novas situações criadas possam ser adaptadas às estruturas cognitivas existentes, propiciando o seu desenvolvimento.
Muitas teorias sobre aprendizagem parecem concordar com a idéia de que essa é um processo de construção de relações, em que o aprendiz, como ser ativo, na interação com o mundo, é o responsável (pela direção e significado do aprendido). O processo de aprendizagem, feita estas considerações, se daria em virtude do fazer e do refletir sobre o fazer, sendo fundamental no professor/aprendiz o "saber", o "saber fazer". Assim a introdução das novas tecnologias na educação deve ser acompanhada de considerações sobre as inevitáveis mudanças a serem introduzidas na maneira de ensinar e aprender, repensar o papel do professor, e a reestruturação da escola para esta nova realidade. As novas tecnologias de informação e comunicação encontra - se em diferentes lugares e espaços e não podem passar por despercebidas. Todos os indicadores mostram que estamos no limiar da nova era da comunicação. O crescimento da Internet é exponencial e não se pode desprezar o seu uso para fins educacionais, bem como o redimesionamento do papel do professor neste percurso. É necessária uma capacitação dos professores, que leve em considerações as questões apontadas acima e a implantação de uma cultura que incentive a realização de projetos de aprendizagem.
Se analisarmos o comportamento histórico do processo ensino-aprendizagem temos no passado o professor como centro e único detentor do conhecimento e o aluno simples receptor. No presente considera-se as interações entre professor/aluno mas o professor continua a ser a única fonte do conhecimento e experiência. Como desafio para o futuro, Branson apresenta um modelo centrado na tecnologia dos sistemas especialistas e bases de conhecimento onde professor e alunos interagem entre si e com a base. Neste caso o sistema educacional centra-se na tecnologia com uma capacidade muito grande de armazenamento de informações. Os desenvolvimentos de tais sistemas demandam tempo, recursos financeiro e pessoal capacitado o que torna este modelo um grande desafio para o futuro.
Costa e Souza(1992) propõe uma ação baseada em redes de informações sugerindo que o professor contribua apoiando os trabalhos, permitindo que o contato com as novas tecnologias seja mais proveitoso. Aqui o professor será o agente estimulador, o desafiador, facilitador para os alunos quando buscarem a rede, para que os objetivos não se percam antes de serem atingidos. Os alunos por sua vez gerenciam o ritmo de aprendizagem, interagem com os pares e trabalham em conjunto para alcançar objetivos comuns caracterizando o aprendizado cooperativo.
A aprendizagem colaborativa torna-se muito mais interessante quando os alunos podem trabalhar com alunos de outras culturas, ampliando dessa maneira o seu conhecimento.Numa perspectiva educacional, centrada na utilização da NTICs como elemento didático, os trabalhos seguem uma proposta pedagógica mais ampla, responsável pela motivação e preparação dos professores, apoiando a educação formal, partilhando com a rede, transmissão, geração e transformação dos conhecimentos.É mister que os professores tenham consciência que o uso das NTICs na educação devem ter como objetivo mediar a construção do processo de conceituação dos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo habilidades importantes para que eles participem da sociedade do conhecimento e, não simplesmente facilitando o seu processo de ensino e de aprendizagem. Para que o professor possa assumir o papel de mediador entre o conhecimento organizado e a (re)construção do conhecimento pelo aluno, com a mediação instrumental das NTICs, sua formação e capacitação continuada deve passar pela (re)construção de um saber pedagógico baseado na atividade e não apenas em um discurso psicologizante, desempenhando um papel central como agente fundamental dessa mudança.

PERFIL DO PROFESSOR E EXIGÊNCIAS DE FORMAÇÃO
Existem dificuldades, através dos meios convencionais, para se preparar professores para usar adequadamente as novas tecnologias. É preciso formá-los do mesmo modo que se espera que eles atuem. As tentativas para incluir o estudo das novas tecnologias nos currículos dos cursos de formação de professores esbarram nas dificuldades com o investimento exigido para a aquisição de equipamentos, e na falta de professores capazes de superar preconceitos e práticas que rejeitam a tecnologia mantendo uma formação em que predomina a reprodução de modelos substituíveis por outros mais adequados à problemática educacional.
A definição das metas na formação de professores prende-se com a determinação de competências a desenvolver nesses futuros profissionais. Como linhas de orientação, na prossecução dos objetivos devem ter-se em conta as reflexões desenvolvidas anteriormente. Parece também existir um isomorfismo entre a forma como os professores aprendem e as suas futuras práticas pedagógicas. Portanto, outro princípio a seguir será o de recorrer a processos de formação que os futuros professores possam reproduzir junto de seus alunos. Não é ouvindo apenas discursos sobre os benefícios e a importância das tecnologias ou mesmo o relato de experiências bem sucedidas que os professores vão integrar plena e naturalmente as tecnologias nas suas práticas. Para que possam vir a utilizar as TICs na vida ativa, é necessário que estes futuros profissionais as experimentem enquanto estudantes e não apenas em disciplinas específicas como as de tecnologia ou tecnologia educativa. Se utilizar e vir que os seus professores também recorrem regularmente a estes produtos e materiais, em diferentes trabalhos e em várias disciplinas, o aluno irá encará-los como um recurso usual do dia a dia, adequado a diversos objetivos, estratégias e contextos.
A formação desses estudantes não se pode limitar aos aspectos técnicos de manuseamento do computador, mas deve enfatizar os aspectos pedagógicos relacionados com a integração das TICs no ensino. Mais importante do que saber trabalhar com um computador é ser capaz de implementar as novas tecnologias nas situações educativas concretas. Assim, um das linhas gerais da formação será a de considerar as TICs como uma ferramenta ou meio integrado e não como uma matéria independente. A formação centra-se assim nas estratégias de aprendizagem procurando, a propósito de cada aplicação, a melhor forma de a utilizar junto dos alunos. Esta pesquisa deve também ter em conta que, embora algumas formas de exploração destes novos ecursos sejam mais adequadas ou mais fomentadoras das suas potencialidades, não existe um roduto e uma metodologia de utilização unívoca e ideal.
Os professores, sobretudo no início da profissão, necessitam adquirir competências páticas. Um dos aspectos mais importantes na orientação da formação prende-se com a conciliação entre a teoria e a prática. Este é um aspecto também largamente referido por professores com mais experiência, a propósito da formação na área das Novas Tecnologias. Embora considerem importante a aquisição de conhecimentos essenciais de tecnologia, enfatizam sobretudo o processo de formação, elegendo como metodologias preferenciais as de natureza prática, baseadas na experiência, na descoberta, na exploração e na aplicação. Um componente mais teórico do módulo de formação, correspondente à aquisição de conhecimentos básicos, poderá ajudar o educador a vencer os receios e a ganhar confiança no trabalho com as TICs.
Assim, reconhecendo como vantajosa esta componente no início do módulo de formação, os professores valorizam a resolução de tarefas de aplicação prática e atividades de exploração em situação concretas. Quanto às formas de trabalho mais propícias para a utilização das TICs, os professores realçam a par da pesquisa pessoal, o diálogo com os colegas. Parece-nos que seguindo uma metodologia de resolução de problemas, incentivando e acompanhando a reflexão individual e a interação entre pares na procura das soluções, poderemos criar condições para uma formação mais eficaz, nestas áreas. A formação de professores apresenta peculiaridades próprias em relação a cursos de outra natureza. O estudante sente-se numa situação familiar da qual traz experiências que vêm associadas do ponto de vista e ao papel de aluno. Para que se inteire de outro papel e de outras abordagens, é necessário estabelecer um compromisso entre os seus saberes e crenças anteriores e a abertura a perspectivas alternativas de ensino-aprendizagem. Sendo, além disso, as TICs uma área de permanente mudança, a formação de professores não pode obedecer a um modelo rígido e deve estruturar-se em função de Módulos Flexíveis que permitam ter em conta os conhecimentos e competências anteriores dos estudantes, de forma a acompanhar a progressão do formando. Com a implementação de novas e mais potentes tecnologias de comunicação, o Ensino à Distância torna-se cada vez mais uma realidade para a qual os professores devem preparar-se. Este tipo de ensino, que não deve estar limitado ao espaço de uma sala de aula tradicional, prevê outros ambientes de aprendizagem e pressupõe novas formas de aprendizagem – aprendizagem flexível. Será, pois, aconselhável que a formação de professores preveja estes novos ambientes e formas de aprendizagem. Numa perspectiva construtivista de elaboração do conhecimento e de aprendizagem flexível, atribui-se uma maior liberdade e autonomia aos estudantes. Estes princípios podem consubstanciar-se em propostas metodológicas de informação dos professores. Ao responsabilizarem-se pelo seu próprio processo de aprendizagem os alunos, trabalhando em equipes, poderão construir páginas de Web e um portal que funcionará como guia para todos os estudantes, com informações importantes, áreas temáticas, alguns tutoriais, textos de reflexão, discussões e preocupações sobre o papel das TICs e as repercussões desta no ensino, etc. Além disso os estudantes poderão elaborar portfolios (em suporte escrito ou digital) de registro do trabalho desenvolvido, que acompanhem a evolução dos alunos ao longo do seu processo de formação. Outro tipo de atividade, ainda a propor aos estudantes poderá ser o desenvolvimento e a participação em projetos ligados às escolas.
Um dos fatores amplamente referido pelos professores como determinante na formação e no trabalho com as TICs é a disponibilidade de tempo. Os estudantes necessitam de tempo para
trabalhar com o computador. Esta é uma questão que se prende com as condições materiais das Instituições, em termos de equipamentos, de salas específicas e de tempos livres de acesso a essas instalações. São necessários computadores em número razoável, software adequado e ligações de Intranet e Internet em número suficiente. Quanto às salas, quer sejam laboratórios informáticos, bibliotecas ou centros de recursos, devem ter um ambiente adequado e uma forma de funcionamento que facilite o acesso, consulta e exploração dos materiais, e que rentabilize a sua ocupação, de modo que o maior número possível de alunos possa utiliza-lá durante o maior espaço de tempo. Para além do suporte material, será também desejável que os formandos tenham acesso a algum suporte técnico, principalmente em fases iniciais de exploração de novos equipamentos ou produtos. A falta destes poderão provocar insegurança, desmotivação, não ajudando a vencer o medo e a ganhar a tão necessária confiança no uso do computador.

COMPETÊNCIA TECNOLÓGICA
As Tecnologias de Informação e Comunicação vêm colocar novos desafios aos professores, acrescentando as competências tradicionalmente atribuídas aos mesmos – científicas, curriculares, pedagógicas, didáticas, relacionais, socioculturais – outras capacidades como as de manipulação, familiarização e exploração pedagógica do potencial dos recursos tecnológicos. Considerando as competências mais diretamente relacionadas com a utilização das TICs, e quanto à utilização de produtos multimídia em situações de aprendizagem, poderemos considerar as de seleção dos produtos, as de preparação do trabalho a desenvolver com a multimídia, as de utilização e exploração dos recursos selecionados e as de avaliação. No que diz respeito à escolha dos produtos, o professor deverá ser capaz de verificar alguns dos critérios de adequação (aos alunos, ao currículo, rigor, extensão e densidade), de facilidade de utilização (clareza, navegabilidade, orientação, instruções, ajuda, importação e exportação de dados, decomposição do produto), de potencialidades pedagógicas (graus de interatividade, motivação e autonomia proporcionados), de eficácia, utilidade e necessidade (facea outros recursos disponíveis). Esta competência de avaliação vai alargar-se à capacidade de interiorizar critérios e categorias a considerar na análise crítica de ambientes educativos de apoio a cursos off e on-line.
Ao preparar o trabalho a desenvolver, o professor deverá fazer uma análise prévia dos softwares e ambientes disponíveis na rede, tanto do ponto de vista pedagógico como técnico, de forma a identificar a estrutura, os objetivos e pré-requisitos previstos e a determinar as formas de otimizar esse material em função das aprendizagens dos alunos. A partir daí, o professor criará as condições para que estes tirem o maior proveito dos recursos. Trata-se aqui de garantir que os alunos adquiram a preparação e os pré-requisitos necessários, de tornar claros e explícitos os objetivos junto aos alunos; de criar as condições materiais para que o trabalho prossiga, de subdividir o produto, se necessário, em diferentes partes ou níveis, preparando a exploração de cada uma delas. Torna-se conveniente que o professor tenha a capacidade de elaborar atividades diversificadas que orientem o aluno na exploração de software /e ou ambientes da rede. Na planificação das estratégias e destas atividades de ensino, espera-se ainda que o professor tente colmatar os aspectos, cuja ausência detectou na análise prévia do produto multimídia e que considere essenciais para a sua qualidade e adequação. Aqui, o professor faz apelo a um leque de competências de natureza científica, didática e pedagógica e adapta-as ao contexto específico da integração de novos materiais tecnológicos. No que se refere à utilização e exploração dos produtos/ e ou ambientes, o professor necessita mobilizar as competências inerentes à prática pedagógica, tendo o cuidado de proporcionar aos alunos várias formas de feedback, num espírito de reflexão e pesquisa, incentivando o diálogo e a discussão alargada das idéias. Embora o professor deva explorar a potencialidade dos produtos, fomentando a reflexão individual e o estudo independente, necessita ainda de não descuidar o diálogo e a comunicação inerentes à construção do conhecimento. Revela-se também necessário, neste contexto, um conhecimento global e alargado da tipologia de produtos multimídia. Com efeito, vários são os tipos de produtos que podem ser utilizados vantajosamente no ensino, se forem explorados adequadamente e tendo em conta os objetivos a que se destinam. Como no desenvolvimento de qualquer atividade pedagógica, o fator avaliação deve estar aqui sempre presente. O professor necessita recorrer a competências nas áreas da análise e avaliação de produtos, dos resultados dos alunos e do trabalho desenvolvido com o apoio dos materiais multimídia. A análise crítica de produtos, entendida na perspectiva da exploração pedagógica das suas potencialidades, assume uma natureza global, articulando as dimensões técnicas e pedagógicas, em componentes como as de conteúdo, relações curriculares e estratégias pedagógico-didáticas. A avaliação do trabalho desenvolvido, em função dos objetivos e das expectativas previstas, deverá fornecer as pistas e as sugestões para a reformulação e melhoramento das planificações e das estratégias utilizadas para posteriores desenvolvimentos.
Quando se verificar inadequação de software/ e ou ambientes existentes face aos objetivos de aprendizagem previstos, o professor deverá ter a capacidade de, conjuntamente com outros colegas e envolvendo os alunos, produzir recursos ajustados a estes, aos currículos e às opções metodológicas. Mas podemos continuar a interrogarmo-nos: “O que é ser competente para utilizar as TICs?”. Parece-nos que, pressupondo um certo grau de confiança no trabalho com as TIC, esta competência se demonstra através de um corpo de Saberes e de Atitudes. Seguindo esta perspectiva e dentro do contexto da utilização de computadores multimídia em situações de aprendizagem, poderemos sucintamente realçar principais componentes nas áreas dos saberes:
Saber utilizar: organizar e gerir informação num sistema operativo (tipo Windows), aceder a programas de um Office, instalar e abrir aplicações de software em diferentes suportes (disquete, CD,...). Saber trabalhar com: utilizar programas de ferramentas: processador de texto, folha de cálculo (ou bases de dados) e/ou tratamento de imagem; saber utilizar a Internet nas vertentes de comunicação e de pesquisa; avaliar, selecionar e explorar software/ e ou ambientes específicos das disciplinas. Saber como integrar nas práticas:
Saber construir materiais didáticos, com recurso às TICs, que tenham valor pedagógico acrescido para a aprendizagem dos alunos. Ser capaz de criar e organizar ambientes de aprendizagem, com auxílio das TIC. Mas além de recursos didáticos,as TICs aparecem associadas a novas modalidades de ensino. O e-learning começa a expandir-se por diversas formas de formação – profissional ou acadêmica, inicial ou contínua. Outro dos desafios que se colocará aos professores será a capacidade de se adaptarem aos novos contextos desta realidade.
Ultrapassando o plano de visão das TIC como recurso pedagógico, surgem ainda outras questões de natureza pedagógica que preocupam o professor. A informação não é agora exclusiva dos livros e se está mais acessível aos alunos também exige uma reflexão e uma discussão sobre o impacto na aprendizagem. O professor deve ter a capacidade de orientar os alunos, de forma que estes não se dispersem pelo ciberespaço, mas consigam construir conhecimento. Para isso, é necessário que os professores desenvolvam competências na área da resolução de problemas, da aprendizagem profunda e do desenvolvimento de projetos.
Além disso, o professor deve tomar consciência do impacto das TICs, e em particular da Internet, em aspectos de natureza sociocultural e ética, pois com a integração das novas tecnologias, repensam-se os conceitos e as formas de aprendizagem e o papel do professor, refletindo-se sobre as implicações nas metodologias de ensino. Perante conceitos como os de aprendizagem social, flexível, auto-regulada ou não linear, é o próprio papel do professor que se reformula, no sentido de se tornar o investigador, o tutor, o dinamizador, o monitor que ajuda os alunos a procurar o seu tipo específico de aprendizagem. Esta perspectiva reflete-se na valorização de certas metodologias de ensino-aprendizagem, como, por exemplo, o trabalho colaborativo e a resolução de problemas, cuja implementação pressupõe o desenvolvimento de determinadas capacidades em áreas como criatividade, comunicação, mediação, gestão do conhecimento, adaptação a diferentes contextos e flexibilidade.
Talvez uma das principais características das TICs seja a velocidade de mudança. Portanto, na definição do perfil dos professores para a implementação das TICs, os aspectos mais favoráveis são a curiosidade e o desejo de aprender ativa e continuamente, num espírito de investigação e de descoberta constante.
Como referido anteriormente, não basta estabelecer um conjunto de saberes. Interessa ter em conta o domínio das atitudes, tanto as que incitam à integração das TIC como as que facilitam a aquisição de saberes. Considerando atitude em relação à utilização e integração das TICs nos atuais ou futuros professores, como um estado de espírito ou uma disposição interior, que incitará (ou não) à utilização e integração das TICs nas práticas pedagógicas, identificam-se como positivas as atitudes face: À formação: enquadrada nas Teorias do Desenvolvimento Profissional do professor e nos conceitos do “life long learning”, o professor deve ver-se como um profissional responsável pelo seu processo de formação, quer pela procura de formação que considere relevante para o seu Crescimento Profissional, quer pelo desenvolvimento de estratégias de auto-aprendizagem.
À Inovação Tecnológica: revelando uma abertura e aceitação das TIC..
Á adoção de uma postura de reflexão crítica: analisando criticamente situações e experiências de utilização das TIC; avaliando produtos multimídia, selecionando criteriosamente a informação e os produtos segundo a sua pertinência, rigor e fiabilidade. Ao papel do professor: adaptando-se a uma progressiva mudança de papéis, centrando o processo de ensino-aprendizagem no aluno, responsabilizando-o, e incentivando a sua participação. Desse modo, a responsabilidade da instituição de formação vai além do objetivo de proporcionar um conjunto de competências básicas aos formandos. Um curso de formação inicial deve proporcionar ainda- não só em termos teóricos mas também através da experiência prática do dia-a-dia, uma visão geral, fundamentada no papel destas tecnologias na sociedade atual e, em especial no processo educativo.

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